SOBRE O SITE

Jornalista, louca por pizza e sushi, viciada em séries e com a alma nascida em ’63.

 

Olá! Meu nome é Amanda Mascarenhas, tenho 21 anos e sou graduada em Jornalismo pela PUC Minas. Resolvi criar este espaço, uma espécie de portfólio online, para publicar textos e outros conteúdos de minha autoria, criados durante todo o período da universidade.

São publicações de dois blogs antigos, trabalhos que fiz para disciplinas da PUC, matérias que escrevi para estágios, entre outros conteúdos. Espero que este espaço seja útil para mostrar meu trabalho e abrir portas para diferentes oportunidades. 🙂

Para entrar em contato comigo, envie um email para amanda-mascarenhas@hotmail.com

Crítica: Anomalisa

Por Amanda Mascarenhas

FICHA TÉCNICA

Direção: Charlie Kaufman, Duke Johnson
Roteiro: Charlie Kaufman
Elenco: David Thewlis, Jennifer Jason Leigh, Tom Noonan
Gênero: Animação
País: Estados Unidos
Duração: 1h30min
Lançamento: Dezembro de 2015

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Segundo longa-metragem de Charlie Kaufman (em parceria com Duke Johnson), roteirista responsável por filmes como “Quero Ser John Malkovich” (1999), “Adaptação” (2002) e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004), “Anomalisa” (2015) é uma animação em stop-motion que tem como foco a crise existencial do protagonista Michael Stone.

Michael (dublado por David Thewlis) é um famoso escritor que vai para a cidade de Cincinnati para palestrar sobre as ideologias de seu livro sobre atendimento ao cliente. No hotel em que se hospeda, ele reencontra uma pessoa do passado, um antigo relacionamento, e, por acaso, acaba conhecendo uma mulher diferente de todas as outras: Lisa (dublada por Jennifer Jason Leigh), uma mulher com alguns problemas de personalidade por quem Michael se apaixona perdidamente.

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Ricardo Parreiras: lenda viva do Rádio Mineiro

Por Amanda Mascarenhas, Flávia Drummond e Renata Cló

“Eu não tenho idade, tenho vida”

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No dia 17 janeiro de 1928, na pequena cidade do interior de Minas Gerais, Bonfim, nasceu José Parreiras de Oliveira, caçula dos três filhos de Augusta. Ninguém imaginava que naquele dia de verão um dos maiores nomes do rádio brasileiro havia nascido.

Hoje, aos 88 anos, conta que quando menino não tinha rádio em casa porque sua família era muito pobre, mas sempre arrumava um jeitinho de escutá-lo. Ia para casa dos amigos e vizinhos que possuíam o aparelho. Ricardo Parreiras, como é conhecido hoje, fala entusiasmado e com sentimento nostálgico de como o aparelho radiofônico era importante e valioso. Segundo ele, o artefato era enorme e ocupava o lugar mais importante da casa: o centro da sala de estar. Na casa do vizinho o rádio era enfeitado com uma jarra de flores em cima. Nos fins de tarde a sua programação era ir para casa dos amigos para escutar “A Hora do Fazendeiro”, programa de rádio que está no ar até hoje na Rádio Inconfidência. Mal sabia ele que o seu destino o levaria até lá, do outro lado do rádio.

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Latitudes: narrativa de (des)encontros

Por Amanda Mascarenhas e Renata Cló

Relação em não lugares

Para o casal José e Olívia, personagens interpretados por Daniel de Oliveira e Alice Braga que estrelam o filme “Latitudes” (2015), do diretor Felipe Braga, a globalização não foi um obstáculo. Ao contrário, a globalização os uniu. No filme, para o renomado fotógrafo, José, e para a famosa editora de moda, Olívia, viajar parece determinar suas vidas. E assim, “casa” para eles é um lugar não assumido, que faz com que qualquer ponto do mundo seja um destino fácil para encontros e reencontros que criam uma espécie de relação em não lugares, reflexo contemporâneo de vidas fragmentadas em tarefas, em que sensações e emoções nunca são plenas.

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Os personagens têm seu primeiro encontro em Paris, onde passam a noite juntos no quarto de hotel de Olívia, o que aparentava ser apenas uma “relação” espontânea de uma noite. No dia seguinte, eles tentam se descobrir, se interpretar. Logo é possível perceber que o relacionamento dos dois parece ser marcado por distâncias curtas, embora fisicamente longas, no sentido de que José e Olívia têm grandes dificuldades de permanecer longe um do outro depois de seu primeiro reencontro, acidental e ocorrido em Londres.

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Dia da Liberdade de Impostos chama a atenção para a alta carga tributária

Por Amanda Mascarenhas

Nesta quinta-feira, dia 2 de junho, aconteceu em diversas cidades, incluindo Belo Horizonte, a ação do “Dia da Liberdade de Impostos”. A data marca, simbolicamente, a época do ano em que os brasileiros passam a trabalhar para proveito próprio, já que antes disso toda a renda do trabalhador é destinada ao pagamento de impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estadual e municipal. A ação tem como principal objetivo protestar e conscientizar a população sobre a alta carga tributária do Brasil, cujo valor arrecadado em 2016 já ultrapassa os R$807 bilhões.

Presidente da Frente Parlamentar da Indústria Mineira, o deputado Dalmo Ribeiro acredita que deve-se reconhecer a importância do pagamento de impostos para a realização de políticas públicas, mas critica a alta quantidade de tributos cobrada. “A excessiva carga de impostos que os brasileiros pagam, infelizmente, não gera o retorno esperado e necessário em termos de qualidade de vida e serviços públicos. O país continua carente em investimentos nas áreas da educação, saúde, segurança, entre outros”, afirmou.

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O choque do real nas representações cinematográficas do sequestro do ônibus 174

Por Amanda Mascarenhas

Em 12 de junho de 2000, às 14h20m, no bairro Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, Sandro Barbosa do Nascimento sequestrou um ônibus da linha 174 (Central-Gávea), mantendo reféns sob a mira de seu revólver por quase 5 horas. Transmitido nacionalmente ao vivo pela televisão, o caso foi retratado em 2002 no filme-documentário Ônibus 174, de José Padilha e Felipe Lacerda, e em 2008 na ficção Última parada 174, de Bruno Barreto, a partir da retomada da história de vida de Sandro.

Através de imagens do sequestro e depoimentos de vítimas e autoridades envolvidas, a narrativa do documentário Ônibus 174 revela como um típico menino de rua marginalizado tornou-se bandido e descreve os fatos acerca da ocorrência policial em si. Aos 8 anos de idade, Sandro presenciou o assassinato da mãe e passou a morar nas ruas, logo se envolvendo com drogas. Sobrevivente da Chacina da Candelária, foi detido diversas vezes em instituições socioeducativas e prisões e nunca aprendeu a ler e escrever.

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Educação para as relações de gênero nas escolas municipais de Belo Horizonte

Por Amanda Mascarenhas

Nas últimas décadas, com o crescimento da mobilização social da população LGBT*, as discussões sobre diversidade sexual e relações de gênero passaram a ter maior visibilidade no Brasil e pautar reflexões na sociedade e na formulação de políticas públicas governamentais. Neste contexto, a escola tem o papel fundamental de promover a inclusão social e o fortalecimento da comunidade LGBT* através da democratização da educação, promovendo práticas de enfrentamento do sexismo, da homofobia e transfobia, a fim de garantir o direito à aprendizagem para todos em um ambiente escolar que abrace e respeite diferentes expressões da sexualidade e identidade de gênero.

Estes são os principais objetivos do trabalho realizado pelo Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NUGDIS) da Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Belo Horizonte, que desenvolve pesquisas sobre sexualidade e relações de gênero na educação para elaborar, implementar e monitorar políticas públicas educacionais no município, além de produzir material didático de apoio à prática docente no processo ensino-aprendizagem acerca dessa temática.

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